Segundo mandamento

Segundo mandamento: “Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus” (Ex 20, 7)

“Valha-me Deus!”, “Deus queira!”… são tantos os exemplos das vezes em que o nome de Deus nos vem à mente, à boca e – espera-se – ao coração.

Estaremos a pecar contra o segundo mandamento cada vez que invocamos o nome de Deus sem um propósito preciso de Lhe dar honra e glória? Certamente que não! Esta seria uma leitura demasiado literal do mandamento de Deus de não ser invocado sem motivo justo. O que o segundo mandamento nos quer dizer é que não podemos instrumentalizar o nome de Deus e usá-lo para justificar os nossos atos de egoísmo e, às vezes, de ataque aos nossos irmãos.

Os soldados de Hitler tinham escrito nas fivelas dos seus cintos “Gott mit uns” (Deus está connosco), tantos terroristas cometem atrocidades gritando e invocando a plenos pulmões uma suposta vontade sangrenta de Deus… tantas vezes nós, para justificar ataques aos irmãos, à Igreja e aos seus ministros, usamos o nome de Deus e a sua vontade como máscara: este é o verdadeiro pecado contra o segundo mandamento, usá-Lo para o que quero e bem me apetece.

Jesus ensinou-nos o verdadeiro nome de Deus – “Abbá”, Pai! – e mostrou-nos o rosto e a vontade do Pai. Aprendamos com Ele a invocar verdadeiramente o nome de Deus: “Pai, glorifica o teu Filho” (Jo 1, 17); “Pai, afasta de mim este cálice” (Mt 26, 39); “Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome” (Mt 6, 9).

Pormenor de “A queda dos Gigantes” de Giulio Romano, Palazzo Te, Mantua, Itália. Fotografia: Dany B./Pexels

Publicado no Boletim Salesiano n.º 608 de março/abril de 2025

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