A participar no Capítulo Geral 29, em Valdocco, Turim, Itália, o Provincial, Pe. Tarcízio Morais, enviou mais um relato dos trabalhos da Assembleia Magna da Congregação Salesiana. A Região Mediterrânea esteve sob análise.
Criada em 2018, a Região Salesiana Mediterrânea inclui as Províncias de Itália (6), Espanha (2), Portugal (1, que inclui também Cabo Verde) e Médio Oriente (1, que inclui as presenças na Terra Santa, Egito, Síria e Líbano).
Em mais uma comunicação especial sobre o Capítulo Geral 29, o Provincial, Pe. Tarcízio Morais, enviou um resumo da semana. A Região Mediterrânea esteve a ser analisada pelos capitulares, sustentados no relatório apresentado pelo Conselheiro Regional. “O sexénio 2018-2024 registou uma redução ainda mais acentuada no número de irmãos na Região Mediterrânea, que passa de 2.962 em 31/12/2018 a 2.299 em 30/06/2024. Isso representa um saldo negativo de 663 irmãos no período de seis anos de 2018 a 2024, ou uma perda de 110,5 irmãos por ano”, refere o Pe. Tarcízio.
A tendência manifesta-se também, e “confirma que a queda continuará nos próximos anos, pois há um número preponderante e considerável de irmãos com mais de 75 anos: 1.052 irmãos têm mais de 75 anos, representando 45% do total. Com menos de 40 anos são 272, 11,8%; entre 41 e 60 anos são 489, representando 21%; e entre 61 e 75 anos há 523, isto é, 22%”.
No retrato feito pelo Conselheiro Regional, o espanhol Pe. Juan Carlos Godoy, a Região Mediterrânea caracteriza-se por ser uma região com uma tradição escolar e profissional forte; com a marca dos Oratórios e dos Centros Juvenis, muitas vezes situados ao lado do ambiente paroquial; com uma presença estratégica no mundo universitário de instituições universitárias, faculdades e residências em várias províncias; e com várias respostas para os jovens em situação de risco, entre as quais surgiram nos últimos anos os projetos de acolhimento e acompanhamento de menores estrangeiros desacompanhados e de outros jovens imigrantes.
Desafios e algumas considerações
“Esses dados incontestáveis – escreve o Pe. Tarcízio -, deverão continuar a ditar as opções de governo para adequar a missão à possibilidade realista de animar as comunidades salesianas. Aumenta objetivamente o número de leigos empenhados na participação da missão. O caminho, tanto do ponto de vista do envolvimento quanto do acompanhamento formativo e espiritual, não é o mesmo em todas as Províncias”.
Na perspetiva do CG colocam-se alguns desafios à Região Mediterrânea. O desafio vocacional, envolvendo a renovação da vida consagrada, a fidelidade vocacional com “clara intencionalidade evangelizadora” e com uma vida fraterna em comunidade significativa; o desafio da formação, com implicações na “seleção e preparação de formadores adequados” e no “redesenho das casas de formação”; o desafio do envolvimento dos leigos no espírito e na missão salesiana, com o acompanhamento dos grupos da Família Salesiana a exigir “mais atenção”; o desafio da animação e do governo que se adapte às circunstâncias atuais; e um desafio económico, da sustentabilidade das Províncias.
O Capítulo Geral 29 está a decorrer em Turim-Valdocco, na Casa-Mãe Salesiana.
Para acompanhar no site, Youtube e redes sociais Facebook e Instagram da Agência ANS.